É neste tom negro, verde dum lado, árido doutro, que me mostro a quem me observa das alturas, com este perfil afunilado e as mil e uma fissuras, pois, visto assim dos ares, nunca tive outro rosto.
Pareço explosivo, mas não sou nenhum monstro! Albergo uma gente afável, oriunda de mil culturas; jacente em mim, um vulcão ergue-se nas alturas e confere-me, além de estilo lapidar, egrégio posto.
Cobre-me, aqui, manto verde de árvores e sisais; ali exibo as lavas e as terras e ribeiras ressequidas; além, no negro chão, verdes videiras e muito mais;
Beijo o mar com beiços negros de areias aquecidas; meus nobres sobrados são do colonialismo os sinais; o vinho e o café atestam meu bom gosto nas bebidas.
Este é um Blog onde escrevo sobre a ilha do Fogo, em geral, e sobre São Filipe, em particular. Espero que a sua leitura seja feita com espírito crítico e que todos os que o leiam, deixem as suas sugestões. Nada me rouba o orgulho que tenho em ser um filho da ilha do vulcão e de ter nas veias o sangue quente, fervido na chama das suas lavas.